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FICI - Festival Internacional de Cinema Infantil

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SAIBA O QUE ACONTECEU NO FÓRUM PENSAR A INFÂNCIA

24/08/2010 12:30h

4º DIA:

Ana Luiza Azevedo, roteirista e diretora; Felipe Joffily, diretor do filme "Ódiquê?", que recebeu o prêmio de melhor filme do Festival Internacional de Cinema Independente de Nova York; Laís Bodanzki, diretora do premiado "O Bicho de Sete Cabeças" e de "Chega de saudade"; e Juliana Liz, roteirista do longa-metragem inédito "Desenrola", participaram da mesa "O cinema brasileiro e seu público".

Laís Bodanzki revelou que, como seus filmes anteriores não eram direcionados para o público adolescente, a pesquisa foi fundamental para a criação de "As melhores coisas do mundo": "Antes de começarmos a escrever o roteiro, nós fomos a sete escolas de classe alta de São Paulo. Tivemos bate-papo sincero com vários grupos de doze adolescentes. A vontade era de que a conversa não acabasse". Laís também fez várias leituras de roteiro com grupos de adolescentes e optou por abrir o casting de atores para adolescentes sem experiência na área.

Diferente de Bodanzki, Ana Luiza Azevedo se inspirou em seus filhos e nos amigos deles para construir seu roteiro. A diretora de ?Antes que o mundo acabe? se preocupou bastante com a construção dos diálogos do filme: "Sou mãe de dois filhos e minha casa sempre está cheia de adolescentes. Me preocupei em prestar a atenção na linguagem deles, nos trejeitos, nas gírias. Assim, o público não se distancia".

Juliana Liz acrescentou que também é importante escalar atores com idades iguais a dos personagens já que diferenças de poucos anos fazem enormes diferenças: "Um adolescente de 14 anos é diferente de um de 17, ele fala diferente, pensa diferente?. De acordo com ela, não podemos generalizar os adolescentes em um bloco só".

Felipe Joffily afirmou que se baseia nas experiências pessoais de sua infância e adolescência para criar seus filmes. Para ele, é preciso focar-se nos atores e dar toda atenção possível para eles durante o processo de criação dos personagens. O diretor de "Ódiquê?" e "Muita calma nessa hora" tenta torna-se o mais íntimo possível dos atores para passar confiança a eles

Para Ana, a maior dificuldade atual é fazer com que o adolescente vá ao cinema ver um filme brasileiro, já que existe uma fila de lançamentos internacionais com maior apelo. Para ela, "é necessária uma campanha geral com o intuito de convencer as pessoas de que assistir filme brasileiro é legal?. Felipe acrescenta que cinema brasileiro precisa parar de ser tratado como um gênero": "Ir na locadora e ver prateleiras com filmes divididos em: comédia, romance,drama, ficção científica e cinema nacional não faz sentido".

Sobre arrecadação , Laís lembra que é preciso ter a consciência que um filme não ganha apenas no primeiro fim de semana  de exibição. Existem os DVDs, venda para TV aberta e fechada, vendas internacionais. Os lucros também podem ser obtidos a longo prazo. 

A segunda mesa do dia reuniu Abrão Vicente Scherer, da distribuidora de filmes para cinema e vídeo Imagem Filmes; Fábio Lima, sócio fundador e criador da RAIN Network e da MovieMobz; e Jorge Peregrino, vice-presidente sênior de distribuição para América Latina da Paramount, para debater o cenário atual do mercado de distribuição de filmes.

Sobre novas formas de divulgação, Abrão Vicente Scherer afirma que a mídia digital é o futuro. Para ele, "em pouco tempo, não vai existir um filme de sucesso que não seja um caso de êxito na internet". Além de atingir um público cada vez maior, as mídias digitais têm menor custo e maior eficiência porque dialogam diretamente com o público. Scherer ressalta, no entanto, que é preciso tomar cuidado ao se pensar em uma estratégia de divulgação em mídias digitais. Cada produto tem uma especificidade e a utilização de modelos prontos é um erro.

Ainda sobre este tema, Fábio Lima ressaltou a possibilidade de utilizar as mídias digitais para atrair o público brasileiro, que passa cada vez mais tempo na web. Ele acrescentou que a divulgação em mídias digitais também é mais arriscada porque permite um feedback do cliente, que muitas vezes pode ser negativo.

Além disso, Lima falou sobre os novos produtos que podem ser distribuídos para o cinema. A oferta de conteúdos alternativos como show e jogos de futebol ao vivo é uma opção para atrair um público diferente para as salas de cinema.

Ao ser questionado porque os brasileiros vão tão pouco ao cinema, uma média de uma ida a cada dois anos, Jorge Peregrino afirmou que o preço dos ingressos não é o vilão. Peregrino apresentou dados de uma pesquisa do Sindicato de Distribuidores do Rio de Janeiro de 2007, que afirma que o principal motivo para os brasileiros não irem ao cinema é a segurança. O preço dos ingressos ficou em quarto lugar. Scherer afirmou que, em média, um ingresso custa nove reais. Tal valor pesa bastante se pensarmos que o salário mínimo do país está na faixa dos quinhentos reais. No entanto, os dois concordaram que a construção de salas de cinema na periferia e no interior seria uma saída para aumentar a média de público brasileira.

AULA MAGNA COM TOMM MOORE

O irlanês Tomm Moree trouxe em sua palestra o processo criativo e os conceitos artísticos de seu filme “O segredo de Kells”, que foi indicado ao Oscar de 2009.

O filme é baseado em um artefato que realmente existe, o Livro de Kells, parte de uma cultura mítica muito popular na Irlanda. As imagens dessa obra são ricas em detalhes e sem truques para criar profundidade.  Tomm teve, a todo momento, a preocupação de retratar essas singulares no estilo da animação. Aliás, essa falta de perspectiva foi algo muito exercitado durante a produção do longa. Segundo Tomm desenhistas são treinados para criar profundidade em suas criações, para que o público esqueça que está vendo um desenho. Indo na direção contrária, o diretor quer afirmar que um desenho é um desenho. Tem vida, é artístico, mas é um desenho.

A primeira definição artística do filme foi a paleta de cores, antes mesmo do storyboard. Foi feito um roteiro de como cada cena, momento e sentimento seria retratado em cores. O diretor acredita que essa primeira certeza ajudou muito na hora de criar as cenas, pois eles sabiam o que elas deveriam passar e retratar.

Para criar o conceito artístico do filme foram usadas diferentes referências visuais como artes medievais, fotos de florestas irlandesas e até fotos de animais exóticos, por exemplo, um dos monstros da história foi baseado em animais marinhos abissais. Essa inspiração em elementos reais para produzir um mundo fantástico também reflete os contos irlandeses que misturavam relatos do cotidiano com histórias fantasiosas.

Outra característica de “O segredo de Kells” foi a participação de diversos estúdios ao redor do mundo criando para o filme. Inclusive um em Águas de Lindóia, interior do estado de São Paulo, com a supervisão de Jeane Demota , que fez uma pequena participação durante a aula. Trabalhando no Brasil, Jeane disse que pode perceber como existem talentos no país e como a animação é uma linguagem universal. Tomm acrescentou como era interessante ver que pessoas por todo o mundo estavam criando uma história tradicional irlandesa. Toda essa contribuição também rendeu em personagens que traduzem a diversidade de países que construíram o filme.

3º DIA:

Gustavo Gianini, produtor da animação 3D Plumíferos; Raúl Garcia, animador espanhol vencedor do Goya da categoria em 2009, com o filme "O Lince Perdido"; Mieke de Jong, produtora e roteirista de "Iep!", um dos filmes do FICI deste ano; e Jannik Hastrup, animador dinamarquês premiado, se reuniram para debater como é o processo criativo de animações para o público infantil e quais são as estratégicas para captar e manter a atenção das crianças.

Na opinião de Gustavo Gianini, as crianças são atraídas primeiramente pelo personagem. A história fica em segundo plano e os esforços devem se concentrar na criação e desenvolvimento de personagens fortes e atrativos.

Raúl Garcia também acredita que o personagem deve ser construído antes da história: "Você pode ter uma história muito boa nas mãos, mas, se o personagem não for marcante, não vai interessar". Na narrativa das animações, Raúl acredita que é importante apresentar primeiramente a personalidade e os pontos fortes do personagem para depois fazê-lo passar pelas provações e dificuldade. Assim, o personagem é construído, desconstruído e, enfim, supera as provações.

Mieke de Jong utiliza outro processo de criação e roteirização. Mieke acredita que a construção da história e do personagem não pode ser um processo criativo feito em etapas: "Todo filme é sobre um personagem e o público precisa se identificar com ele, entender suas experiências. Para isto, o espectador precisa conhecer o personagem, sua história". Desta forma, Mieke desenvolve a personalidade de seus personagens ao longo da obra.

Ao ser questionado pela platéia como prender a atenção das crianças de hoje em dia, que são bombardeadas com informações o tempo inteiro, Jannik Hastrup afirmou que um grande problema da animação atualmente é a repetição de personagens e temas, explorados em franquias como Shrek. Mieke adicionou que as crianças desta geração são mais críticas e é preciso levar suas opiniões a sério e não menosprezá-las. Para ela, um filme bem feito será um filme que prenderá a atenção tanto de crianças e adultos.

AULA MAGNA COM RAUL GARCIA

Em sua palestra, o animador espanhol Raúl Garcia contou sua história e como ela é entrelaçada com a história recente da animação.

Sua carreira começou quando os estúdios Hannah Barbera abriram um escritório na Espanha. Lá começou como operador de câmera e nos tempos vagos do estúdio gravava suas próprias animações. Nessa época a animação da Disney estava morta, produziam um ou dois filmes por ano. O mundo em geral estava muito fraco em produções desse tipo.

Quando o estúdio espanhol de Hannah Barbera fechou, Raúl soube que Asterix seria produzido na França e foi até lá. Com a escassez de produções de animação, profissionais do mundo inteiro se envolveram no projeto. Em uma época que poucas animações eram feitas, os profissionais dessa área viajam pelo mundo atrás de produções, o que aconteceu com Raúl. Após esse período o animador trabalhou na produção de "Uma cilada para Roger Rabbit" pela Disney.

Logo em seguida trabalhou na retomada do estúdio com as criações de Aladdin, Rei Leão e Pocahontas. Com o crescimento desse ramo da Disney, fazer animações virou um grande negócio e setorizou demais as funções.

Raúl não estava feliz em fazer apenas o trabalho de animação, queria se dedicar a um filme como um todo. Saiu da Disney, chegou a trabalhar um tempo junto à Paramount e agora tem sua produtora, onde trabalhou em projetos como o indicado ao Oscar "The Lady and The Raper".

Quando questionado sobre o espaço da animação 2-D no mercado atual, Raul foi direto "Os investidores não acham o 2D atrativo. Esse tipo de animação fica guardada para produções de TV ou com um viés mais artístico".

2º DIA:

Andrés Lieban, diretor da série Meu Amigãozão e Quarto do Jobi, Kiko Mistrorigo, sócio fundador da TV PinGuim, Tiago Mello, diretor-executivo de Conteúdo Infanto-Juvenil e da Captação da Mixer, e Reynaldo Marchezini, fundador e CEO da empresa de conteúdo infanto-juventil Flamma, se reuniram para debater o processo de criação de narrativas para séries de TV.

Andrés Lieban comentou alguns aspectos da criação de cenários e personagens em tais séries. De acordo com André, os cenários são feitos pensando no
ponto de vista da criança e a linguagem dos personagens se assemelha a fala deste público. Desta forma, a criança se enxerga no personagem.


Ainda sobre o processo criativo, Kiko Mistrorigo afirmou que a construção de personagens é um processo longo e espontâneo. Muitas vezes, os personagens surgem de rascunhos e a idéia vai amadurecendo durante o tempo. Kiko afirma que foi assim com o Peixonauta, série produzida por ele.

Sobre as co-produções, Tiago Mello definiu a co-produção de séries como um casamento. Como as equipes possuem pessoas de, pelo menos, dois países é preciso pensar em temas universais, como a vida urbana e dramas familiares que as crianças estão propensas. É preciso pensar além da realidade brasileira e entender as diferentes visões sobre uma mesma situação.

Reynaldo Marchezini salientou que a maior contribuição das co-produções para as séries audiovisuais exibidas no Brasil são os roteiristas estrangeiros. De acordo com Reynaldo, estes profissionais se dedicam especificamente às produções infantis de animação.

NARRATIVA TRANSMÍDIA


O debate “Narrativa transmídia” reuniu Guilherme Cavalcanti, que trabalha em investimentos em novos formatos; Ronaldo Lemos, diretor do Centro de
Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas; Madeline Flourish Klink, especialista em cultura de fãs do MIT; e Maurício Mota, criador da empresa
The Alchemist.

Maurício Mota esclareceu o conceito de transmídia story-telling. De acordo com Mota, no Brasil, o termo teve seu significado reduzido quando foi
traduzido para o português. Ele explica que o transmídia story-telling permite ao autor manter contato com seus fãs em qualquer plataforma. O
importante não é o suporte tecnológico e sim a narrativa complexa e bem explorada em diversos medias.


Ronaldo Lemos acrescentou que a narrativa transmídia é mais do que uma estratégia de negócios de produtos culturais. De acordo com ele, é uma característica natural das sociedades. Lemos reforçou a possibilidade de apropriação de aspectos de diferentes culturais utilizada pelas narrativas
transmídias. Através de diversas plataformas, fragmentos de culturas diferentes são misturados, formando um produto único e que pode atingir inúmeros públicos.

Madeline Flourish Klink afirmou que tais narrativas transmídias despertam atenção especialmente das crianças. Flourish afirmou que esse é o público que melhor entende e mais se sente atraído pelo transmídia story-telling devido à curiosidade natural e inerente delas.


Flourish vai além e afirma que as crianças conseguem produzir narrativas story-telling naturalmente: “Por exemplo, temos a Barbie. Compramos bonecas,
assistimos filmes, jogamos online, mas estes produtos não foram pensados como produtos conectados, com uma narrativa única. Mas as crianças conseguem criar estas histórias complexas, com estes diversos produtos, usando a imaginação”.

Guilherme Cavalcanti questionou a distribuição de conteúdos transmídias gratuitamente. De acordo com Guilherme, é preciso ter um propósito para a ação tenha um resultado. Senão, é uma iniciativa sem retorno financeiro para a empresa e ganho para o cliente, que recebe um conteúdo sem relevância.

AULA MAGNA COM LÚCIA MODESTO

A diretora técnica de animação de personagens da Dreamwoks, Lúcia Modesto, mostrou todas as etapas de produção de um filme de computação gráfica. Segundo Lúcia, tudo começa com uma boa história, o enredo é tudo. Arte e tecnologia devem estar a favor dessa criação. Em seguida o setor de arte entra ação para decidir a identidade do desenho. Traço, cores, expressões, movimentos, todas as especificações são feitas nessa etapa. O próximo passo é partir para modelagem onde todos os elementos do filme são pensados, os detalhes que dão a riqueza e a noção de realidade do filme.

O setor explicado com mais detalhamento foi o de Character TD, em que palestrante trabalha, esse setor cria os comandos que os animadores vão usar. Existe todo um sistema de juntas, músculos, crânio que guiam o que os personagens podem fazer. Seguem ações de deformação que cuidam de detalhes de expressões e de roupas.

Tudo isso é a pré-produção. Depois o estúdio parte para a produçõ das cenas que é o momento em que o filme é feito. O fluxo seguido é muito próximo ao da pré-produção, só que nesse momento o produto final será a cena. A finalização de Iluminação, fundos em 2D, pintura de pixels finalizam o filme o deixa com uma aparência crível.

Para Lúcia os prós e os contras da computação gráfica são os mesmos.  Muitos efeitos, como o Motion Capture, a possibilidade de fazer filmes com exibição em 3-D são facilidades e avanços que algumas vezes são usados exageradamente, só pela facilidade de tê-los.

1º DIA:

Políticas públicas para o cinema infantil: um debate amplo

O "Fórum sobre Políticas, Narrativas e Linguagens do Cinema Infantil no Brasil" é o momento em que diversos envolvidos na produção audiovisual brasileira tem para debater e pensar o que pode ser feito à favor da produção do cinema infantil nacional.

Na abertura oficial do evento, o Cônsul da França, Jean-Claude Moyret, expôs a situação do cinema infantil francês e o que é feito em parceria com o Brasil. Segundo o Cônsul, as produções francesas são bem representadas no FICI.

O Estado francês investe em produção e em distribuição de salas por toda França. O Centro Nacional do Cinema Francês (CNC), que atua investindo em produções nacionais, tem sua renda baseada nos ingressos vendidos no território nacional. Parte de todo ingresso vendido é revertido para o CNC, o que faz com que um blockbuster como Batman resulte em produções áudio-visuais francesas.

Maarten Wijdenes, coordenador do departamento de longa-metragem do Nederlands Fonds voor de Film, apresentou as medidas tomadas pelo governo holandês para impulsionar a indústria de filmes infantis no país. Maarten afirmou que o setor cinematográfico voltado para o público infantil holandês se aproveitou da tradição literária do país e adaptou tais obras para o cinema, garantindo e formando um público fiel.

Glauber Piva, diretor da Ancine, voltou ao fórum trazendo informações sobre as mudanças no ambiente de negócios do cinema infantil nacional. Segundo Glauber, pouco mudou, mas o mercado brasileiro aumentou sua sensibilidade sobre o tema. Só que ainda existem muitas dificuldades a serem superadas.

Uma questão levantada por Piva é que quando se investe em audiovisual, o dinheiro público é aplicado na produção, pouco se fala em incentivo ao consumo. É preciso aumentar a possibilidade de consumo de cultura do brasileiro. Além disso, a distribuição de salas pelo país não atende a população. São concentradas e não chegam a certas regiões.

Julia Levy, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, apresentou o projeto "Cinema para todos", voltado para alunos da rede de ensino público estadual. O programa distribui vale-ingressos para sessões de cinema e, em sua segunda edição, atende 22 municípios do Estado do Rio e 20 bairros da cidade.

Para atrair ainda mais a atenção das crianças e adolescentes, sorteio com material promocional dos filmes, sessões acompanhadas de debates com produtores e atores dos filmes e oficinas de vídeo-interatividade, com produção de material áudio-visual pelos alunos, são oferecidos.

O Diretor-Presidente da Riofilme Sérgio Sá Leitão apresentou as medidas de incentivo ao cinema infantil que o órgão pretende adotar. A intenção é destinar vinte por cento do montante de investimentos da organização para produções infantis. Sérgio Sá ressaltou a dificuldade de encontrar projetos brasileiros competitivos em relação aos americanos e europeus.

Atualmente, a Riofilme destina dez por cento do total de investimentos para produtos áudio-visuais destinados ao público infantil: o Peixonauta e o Nautilus.

Cleide Ramos, Diretora-Presidente da Multirio, explanou sobre ações realizadas por este órgão municipal, que tem a missão de criar conteúdos em plataformas diversificadas com valor pedagógico.

De acordo com Cleide, a principal função da Multirio é democratizar a imagem. Ações como colocar os alunos da rede pública no papel de protagonistas de produções de tv e preparar adultos para inserir as crianças nesta linguagem geram uma nova pedagogia através da produção audiovisual.




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